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Cuiabá MT, Sábado, 15 de Junho de 2019
CIDADES
Quarta-feira, 10 de Abril de 2019, 08h:33

MEDULA ÓSSEA

Mãe faz apelo e campanha em busca de doadores

Sophia Victoria, de 5 anos, é diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda, tipo “B”

DA REDAÇÃO

Uma família de Cuiabá iniciou uma campanha para encontrar um doador de medula óssea para a pequena Sophia Victoria, 5 anos, diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda, tipo “B”.

Hoje, ela precisa de fazer o transplante de medula óssea. Sophia faz seu tratamento no Hospital do Câncer (HCan) e realiza sessões de quimioterapia.

O tratamento já havia se encerrado em dezembro de 2018, repleto de medicamentos, quimioterapia e injeções, mas em março os exames apontaram a volta da doença ainda mais forte. A mãe da criança, Rosangela Silva lembra que os sintomas começaram ainda aos dois anos.

A doença foi diagnosticada aos três anos de idade. Sophia sentia muitas dores no corpo, especialmente, no abdômen. Porém, os médicos não a diagnosticavam.

"Ela tinha muita dor no corpo e os médicos diziam que não era nada. A única coisa que não apareceu nela foram as manchas roxas que geralmente aparecem. O exame de sangue dava alterado, mas só falavam que ela tinha alguma infecção, mas sem saber de onde era".

Silva relata ainda que os médicos apenas receitavam antibióticos e que a sorte da pequena é que eles também indicavam remédios corticoides.

"Eles foram incompetentes, estavam vendo que a criança estava doente e deveriam ter feito uma investigação melhor. Eles até chegavam a falar que ela não tinha nada. Mas, Deus colocou a mão na cabeça deles, que passaram esse remédio, que é usado também no tratamento contra a leucemia e mata as células doentes".

Conforme Rosangela Silva, quando o tratamento acaba, a doença tem que ficar no mínimo seis meses sem dar sintomas, caso volte após esse período o tratamento é retomado.

Mas no caso de Sophia, voltou muito antes do período necessário. A única saída é o transplante de medula óssea.

Quem puder se cadastrar no banco de medula óssea deve procurar o MT Hemocentro, na capital, localizado na Rua 13 de junho, no Porto.

A doação de plaquetas no Hospital do Câncer, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, mais conhecida como Avenida do CPA, com horário marcado neste último.

A pessoa que pretende ser um doador de medula realiza primeiramente um cadastro. Em seguida, serão recolhidos 5 ml de sangue. Após, será realizado um exame para testar e identificar o genótipo desse doador e os dados serão inseridos em um banco de dados mundial.

O doador pode salvar a vida de qualquer pessoa no planeta. A compatibilidade será testada entre o doador e o receptor, caso os resultados sejam positivos, novos exames serão realizados. E caso não tenha nenhum problema, o doador será internado e tudo isso é custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Hemocentro na capital mato-grossense fica localizado na Rua 13 de Junho, 1055 - Centro Sul.

DADOS - Até o fim deste ano, estima-se que 130 novos casos de leucemia podem ser diagnosticados em Mato Grosso.

A doença pode afetar homens e mulheres de todas as idades, mas dados da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, órgão ligado à Secretaria de Estado de Saúde (Ses/MT), mostram que as pessoas do sexo masculino estão mais vulneráveis em comparação ao público feminino.

No país, dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que as estimativas de novos casos são de 10.800, sendo 5.940 homens e 4.860 mulheres. Estudos indicam ainda que a cada 60 novos diagnósticos, estima-se um risco de 4,47 casos para um público de 100 mil mulheres.

Já para o público masculino, são 70 novos casos, porém o risco estimado é menor, sendo de 3,79 casos para um público de 100 mil homens.

O relatório aponta ainda que entre 2010 e 2016, a leucemia matou 578 pessoas, sendo que 300 eram homens e 278 mulheres.

Conforme o Inca, os tipos mais comuns de leucemia são o linfoide crônica, a mieloide crônica, a linfoide aguda e mieloide aguda.

De acordo com a Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, a leucemia acontece quando essas células sofrem uma mutação genética e têm o seu desenvolvimento natural modificado.

Neste caso, a estrutura funcional fica comprometida e as células doentes passam por um processo acelerado de multiplicação, ocupando o lugar de todas as células sadias.


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